CRÍTICA | UM FILME MINECRAFT

Mesmo não sendo um filme abrangente, “Um Filme Minecraft” divertirá tanto os pequenos como os fãs do jogo base
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Matheus Carvalho

Pernambucano apaixonado por filmes e séries, criador do Cite Séries e Filmes e aspirante a programador.

Longe de representar a falência do cinema blockbuster americano, pois isso já foi decretado outras vezes, ‘Um Filme Minecraft’, de Jared Hess, não pode ser julgado por aquilo que ele nunca se propôs a ser: coeso. Logo, esse longa baseado numa franquia de jogos ultra famosa no mundo todo faz aquilo que justamente já estava dentro de sua proposta, que no caso é ser caótico, sem sentido, bagunçado e sim, infantil.

Na trama seguimos quatro indivíduos desajustados — Garrett arrett “The Garbage Man” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Eugene Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) — que são subitamente transportados para o Overworld, um mundo cúbico e bizarro onde a imaginação reina. Após passarem por um portal misterioso, eles se encontram em uma terra repleta de perigos e criaturas malignas, como Piglins e Zumbis. Para retornarem ao seu mundo, eles terão que dominar este novo ambiente com a ajuda de um construtor experiente e imprevisível, Steve (Jack Black). Durante essa jornada mágica, os cinco aventureiros precisarão redescobrir suas habilidades únicas, essenciais não apenas para sobreviver no Overworld, mas também para prosperar na vida real.

Fui e voltei com a mesma expectativa antes de conferir o longa, e saí tanto dormente como incapacitado de determinar se era realmente terrível ou não, mas ao analisar bem, verifiquei que primeiro: nunca joguei uma partida de Minecraft, e segundo: a proposta já foga da minha realidade no auge dos meus 29 anos. Por isso, acredito que dentro dessa dinâmica, o longa seja eficiente o suficiente para o público alvo, que vejam só, não é este crítico que vos fala.

Entretanto, é preciso ressaltar que a trama absurda está presente em todos os cantos desse roteiro, que não extrai muita coisa em torno da criatividade ao qual o jogo é conhecido, logo tem mais aventura que propriamente a ação da imaginação, tornando-o de certa forma rígido nesse ponto, mas não menos introdutório já que teremos uma continuação. Existem duas cenas pós-créditos.

Vale ressaltar que as piadas são divertidas e até possuem um duplo sentido inteligente, feitas de maneira básica e que me surpreenderam de certo modo. Jennifer Coolidge combina com esse tipo de roteiro sem noção onde ela pode transferir essa liberdade em torno da sua persona para através da tela chegar ao ponto do riso, e por isso dou esse voto de confiança. 

Portanto, ‘Um Filme Minecraft’ não tem muito o que dizer ao mundo, se é o que muitos esperam, é apenas aquele típico longa que dará um descanso aos pais de crianças e adolescentes, com a finalidade de por certo tempo deixarem os celulares de lado e observarem numa tela maior no cinema, aquilo que eles já brincam com um aparelho eletrônico.

Nota do crítico: 

Título: Um Filme Minecraft

Duração: 1h41min

Gênero: Aventura, Comédia, Família

Onde Assistir: Cinemas

Sinopse:

Um Filme Minecraft é a primeira adaptação live-action para os cinemas do jogo mais vendido de todos os tempos, Minecraft. Neste universo onde a criatividade não só proporciona diversão como também é vital para a sobrevivência, quatro indivíduos desajustados — Garrett arrett “The Garbage Man” Garrison (Jason Momoa), Henry (Sebastian Eugene Hansen), Natalie (Emma Myers) e Dawn (Danielle Brooks) — são subitamente transportados para o Overworld, um mundo cúbico e bizarro onde a imaginação reina. Após passarem por um portal misterioso, eles se encontram em uma terra repleta de perigos e criaturas malignas, como Piglins e Zumbis. Para retornarem ao seu mundo, eles terão que dominar este novo ambiente com a ajuda de um construtor experiente e imprevisível, Steve (Jack Black). Durante essa jornada mágica, os cinco aventureiros precisarão redescobrir suas habilidades únicas, essenciais não apenas para sobreviver no Overworld, mas também para prosperar na vida real.

 
 

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